Você abriu a parcela de maio, recebeu o pagamento, e o Jarbas deu baixa na de março. Não é erro: é a regra do crediário.
O pagamento sempre vai para a parcela vencida mais antiga em aberto.
Não importa de qual parcela você abriu a tela para receber. O Jarbas ordena as parcelas por data de vencimento e aplica o dinheiro na primeira que ainda não foi paga.
Na tela da parcela, se existirem parcelas anteriores em aberto, aparece em vermelho:
2 parcelas anteriores não pagas
E na confirmação do pagamento:
"Existem parcelas anteriores não pagas. Esse valor será usado para pagar as parcelas anteriores primeiro."
Vendo esse aviso, você já sabe: o valor vai quitar o atraso, não a parcela que está na tela.
É o que evita a dívida virar bagunça. Se cada pagamento pudesse escolher uma parcela qualquer, você acabaria com parcelas antigas em aberto para sempre — juros correndo, cobrança confusa e nenhuma clareza de quanto o cliente realmente deve.
Quitando sempre o mais antigo, a dívida diminui na ordem certa e o valor em atraso some primeiro.
Um pagamento maior que a parcela mais antiga é distribuído em cascata: quita aquela, e o que sobra vai para a próxima em aberto, e assim por diante.
Ou seja: para quitar a parcela de maio, o cliente precisa pagar março, abril e maio.
Antes de receber, confira o aviso vermelho na tela. Se ele estiver lá, avise o cliente de que o pagamento vai abater o que está atrasado — e mostre quanto ainda falta para chegar na parcela que ele queria pagar. Melhor combinar isso na hora do que explicar depois.